O mundo é das assinaturas

O mundo é das assinaturas

Com a popularização dos serviços de streaming, vemos cada vez mais surgir um mundo onde as assinaturas é quem mandam. Seja para assistir a série do momento ou o clássico do cinema que enche de lágrimas os olhos de qualquer amante da sétima arte, acompanhar seu time do coração ou ouvir a playlist pro treino, serviços como Netflix, Spotify e até mesmo Globoplay, vêm se tornando cada vez mais unanimidade na população mundial, principalmente entre os mais jovens.

O que por algum tempo foi o inimigo da mídia tradicional, tem se tornado a única saída para se manter vivo na atual forma de consumir mídia, tendo empresas de telecomunicação aderindo ao sistema on demand, serviços de streaming ganhando espaço na grade de TV por assinatura – hoje já é possível assistir Netflix via aparelho de TV a cabo – e grandes emissoras como Rede Globo dando o braço a torcer e caminhando rumo ao futuro das mídias via streaming.

 

OS EFEITOS NA PUBLICIDADE

Quando ainda universitário, ouvi muito que “assim como o rádio não morreu, a tv não irá morrer”, e essa frase faz bastante sentido. A televisão como mídia não irá mesmo morrer, talvez não tão cedo, apenas vai precisar evoluir, mudar, se atualizar. O que vai morrer, e na verdade já está morrendo, é o sistema de grade de programação fixa, o qual tira do espectador o poder de escolha e decisão, para ser substituído por sua evolução, o on demand, serviço que nos permite escolher quando, onde, como e o que assistir.

Pro mercado publicitário, isso pode ter efeitos e causar mudanças definitivas em como funciona a publicidade na televisão. Um sistema que foi estruturado na mídia tradicional colocando como foco os intervalos durante a grade de programação, tem sido repensado e mudado aos poucos nesta forma moderna de consumir mídia, onde não há uma grade de programação e a busca pela redução de anúncios durante o programa/atração tem se tornado prioridade das empresas, que em alguns casos, tornam o fato de não haver anúncios um diferencial para assinaturas premium de seus serviços. Sendo assim, o consumo sob demanda cria um desafio para o mercado publicitário em fazer algo além de um VT de 30 segundos para o intervalo da novela, e criar alternativas para falar com seu público sem interromper suas séries e filmes preferidos.

 

MAIS SERVIÇOS, MENOS APARELHOS

Vivemos um momento onde a centralização das mídias têm se tornado algo iminente, com assinaturas que deixaram de ser apenas Netflix, e entraram em diversos nichos e possibilidades, como filmes e séries, músicas, esportes e emissoras de televisão, além dos ainda recentes porém promissores serviços de assinaturas de games, onde o usuário paga um preço fixo mensal ou anual, e tem acesso à plataforma com uma biblioteca de jogos disponíveis para jogar sem precisar comprar cada um dos títulos.

Com o recente anúncio do Google Stadia, vemos o mercado de jogos eletrônicos, um dos que que mais cresceu nos últimos anos, ter uma chance de se reinventar, com uma assinatura mensal de um serviço que, além de disponibilizar ao consumidor o direito de uma biblioteca de jogos por um preço fixo mensal, dispensa o investimento em aparelhos com alto poder de processamento gráfico, e foca seus esforços em conexão de internet e serviços de nuvem. Sendo assim, com qualquer aparelho, independente do seu poder ou hardware, você consegue jogar os jogos mais recentes sem precisar de um computador gamer de última geração, podendo até jogar diretamente em sua Smart TV, graças ao processamento em nuvem.

Diante deste cenário podemos afirmar que, hoje, o mundo não é mais dos aparelhos eletrônicos, pelo fato de que com uma Smart TV e um smartphone temos tudo isso unidos em um só, e sim, o mundo é das assinaturas, pois temos diferentes serviços que nos permitem assinar somente o que de fato queremos consumir, onde, quando e como quisermos.